sábado, 6 de novembro de 2010
Querer
Estou tão perdida que não vejo soluções. Estou cercada. Vejo-me obrigada a fazer o que não desejo! Tenho ânsia de modificar o que já fiz. Sinto-me perdida e completamente. O que fazer? A quem recorrer? Quero paz e tranquilidade. Quero ser o que eu era. Sinto falta de mim. Sinto falta de quem eu fui. Sinto minha vida sendo guiada não por mim. Quero sair daqui. Desaparecer. Queria conseguir... Mas tudo está tão difícil. Meus problemas são multiplicados todos os dias. Queria ter, ser diferente do que sou hoje. Não sei o que fazer. Queria ter ajuda, não tenho. O que escrevo não me auxilia, aqui o que escrevo são palavras em vão, sem sentido... Quero objetividade, quero que me levem e me tirem. Quero sair.
domingo, 10 de outubro de 2010
Guardado
Contradição. Como eu sou contraditória. Digo "estou em paz" nem um mês depois, digo "ainda não alcancei a paz que gostaria". Que indecisão é essa? Nem meus sentimentos eu consigo decifrar. Será que até aqui me sinto presa e acabo não expondo o que gostaria? Será que até aqui eu tenho receio de abrir minha mente e expor minhas emoções? Tenho medo. E isso me atrapalha me impõe limitações. Não sei lidar com nada disso. Com nada do que eu estou passando. Atrapalho-me quando as situações são novas e não sei o que fazer. O que eu faço agora? Queria poder ME responder. Acho que nunca poderei.
Sem saber
Juro que não entendo, gostaria muito, mas não consigo. Observo-me presa, restrita. Preocupo-me com tanta coisa que parece que eu não sou esse mar de confusão, talvez por isso, por eu fingir que eu me entendo. Mas quando estou só e tenho tempo pra pensar... Ah, as coisas mudam. Pego-me imaginando impossibilidades, relembrando erros e repassando-os na minha mente e o pior, coisas que eu jurava já ter resolvido, superado, tudo volta. Tenho agora raiva do ócio, raiva não, pavor. Pavor do que ele possa me fazer pensar. Prefiro permanecer na agonia, na aflição de pouco tempo e muita coisa. Penso menos sobre mim e é melhor. Muito melhor. Até juntar teorias antagônicas tento pra me entender. Pego-me pensando em existencialismo e marxismo JUNTOS. E agora? Será que nunca poderei ter paz e ócio? Será que por toda eternidade serei ameaçada pela possibilidade do "tempo livre"? Isso prova que em paz eu não estou. Gostaria de estar, mas ainda não alcancei. Nem sei se vai demorar pra chegar lá. Tenho medo de pensar nisso. Como tenho medo de pensar em tantas coisas relacionadas a mim e ao que eu quero ao que eu sinto. Tenho medo de admitir minhas fraquezas e para isso criei o blog. Despejar tudo o que eu sinto toda essa "doideira" reprimida que eu faço questão de não demonstrar. Pelo menos tenho um lugar pra desembocá-la. Pior seria se não tivesse...
sábado, 2 de outubro de 2010
Em vão se foi
E tudo o que restou foi pó, e como pó em vão se foi. Sinto uma mescla tão grande de sentimentos e emoções que não consigo exprimir de forma concreta o que passo. Sinto o alívio de não ver a necessidade incontrolável do que não tenho. Compreendo-me hoje como mais em paz. Mas ao mesmo tempo é como se carregasse um peso maior do que o que consigo, e o cansaço reina e aqui se mantém. Minha paz é eternamente ameaçada por mim mesma e para controlar isso, não tenho mais força. Tento. Tento tanto. Queria, mas não alcanço. O que isso significa? Nem eu sei. Nem sei se em algum dia saberei. Sou para mim mesma uma incógnita e como tal não consigo decifrar-me.
domingo, 8 de agosto de 2010
Comigo
Mudei. Talvez muito, mais que o suficiente, quem sabe. Fiz escolhas, tomei decisões. Vejo que hoje me entendo mais. Minha busca por mim foi feita e talvez esteja perto do fim. Extremista ao extremo, acho que é o principal. Tenho medo até que isso me torne verdadeiramente bipolar. Minhas emoções são sem freios, conseqüentemente, sem limites. Ser forte ou não, é questão de momento. Tento trabalhar a consequência dos meus atos, nem sempre consigo. Mas acho que hoje estou em paz, comigo. Já é um começo.
sábado, 31 de julho de 2010
Falta do que?
Não sei ao certo do que sinto falta. Talvez não seja de nada. Pergunto-me sempre se o que eu sinto faltar, não é na verdade algo que nunca tive, e às vezes isso me parece plausível. Não sei bem como resolver, apenas sinto, e sinto muito. Acho que sou muito vulnerável, alguém a espera. Queria na verdade alterar isso, modificar, inverter. Não tenho conseguido êxito nessa situação. E ela permanece como uma doença crônica, às vezes despercebida, mas sempre presente.
sábado, 10 de julho de 2010
Sem
Minha ausência não deu resultado. Eu tenho expectativas, e muitas. Infelizmente. Queria não esperar nada de ninguém, nunca iria me decepcionar. Mas nem tudo o que quero acontece. Já esperei tanto de tanta gente, e não vê o resultado me tortura, e muito. Sempre me iludo, e é sempre, facilmente. Sou maleável demais. Sou enganada e nem percebo, viro um simples souvenir, uma lembrança, uma decoração. Ah queria eu ser um souvenir, acho que nem isso sou. Sou uma mera passagem, sem marcas, e isso dói. Principalmente por saber que é assim.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Ausente
Ficarei ausente, estou ausente, sou ausente. Serei comedida, analisarei. Chega de impulsividade. Chega de impaciência. Tenho como me controlar, aprendi. Mas a ausência será importante nesse período, vou precisar dela pra ter um tempo. O tempo que eu quis. Quero descansar, não ter problemas imediatos para resolver. Quero me ocupar. Ter a mente cheia e não de preocupações. Terei! Farei! Na ausência posso ser mais notada que na presença, quem sabe? Ainda tenho essa dúvida em meu favor.
domingo, 27 de junho de 2010
Um tempo
Vi o escuro. O medo se fez presente. Observei além do que queria. Vi e senti! Deixei de entender. Passei de fase. Entrei em colapso. Superei? Não! Não vou? Vou sim! Não agora? Agora sim! Enxergar além do que quero ver. Um tempo pra mim! É disso que preciso. Não vagar, ir em vão, em busca do desnecessário. Não é preciso. Um tempo. Um tempo terei agora. Um tempo buscarei e ele será meu. Meu individualismo em uma única questão.
sábado, 26 de junho de 2010
É caminho sem volta
Vi o que não queria ver. Senti algo muito mais doloroso apenas com a visão. Tudo me afetou. Tudo me transformou. Não sou mais a mesma. Cansei disso tudo! Cansei de agir sempre da mesma forma, observar que havia falhas mas mesmo assim insistir. Posso ter cometido erros, afinal quem não os comete? Mas seria necessário? Algo me dói mais do que apenas ver o que vi. Aquilo me mostrou o que eu não queria enxergar. É caminho sem volta, não tenho pra onde correr! Tentei evitar, sabia o que acontecia, mas não levava a sério, agora não tem saída. Fui obrigada a ver e vi! Deixa estar, terei que me fortalecer, é isso que me resta!
domingo, 20 de junho de 2010
Outros
Agradar... Nasci pra isso, mas não consigo! Pra onde olho vejo a felicidade, vejo o agrado recíproco. Queria que fosse assim, mas não é. Vejo-me só, isolada. Vejo-me querendo, mas sem ninguém pra querer por mim. Querer... Eu quero! Não basta! Não é necessário só um, pra tudo, tudo é em par. Cadê o meu par? Não encontro! Decepciono-me! Vejo que as vezes nem queria além disso, pouco me bastaria, mas não tenho, não encontro, não vejo, ou não enxergo? Que diferença faz? Nenhuma! Não nasci pra isso, fui enganada. Sofro é o que faço de melhor. Carrego o mundo nas minhas costas e como queria que não fosse assim. Queria me livrar do peso, mas não consigo, não dá! Quero descanso. Talvez atrapalhe mais do que só a mim. Quero descanso para os outros!
sábado, 19 de junho de 2010
Desisto
Tortura-me ver o caminho que minha vida leva. Dói-me as cobranças desnecessárias, o cansaço total. Falta-me força! Pra tudo, até pra acabar com o meu sofrimento. Sei o que fazer, mas não consigo, não posso! Estou presa aqui! Nesse mar de gente que me quer mal, nesse mar de gente que por mais que eu conviva eu menos entendo. Pra que causar sofrimento em quem não pode reagir? Eu não posso reagir! Estou enclausurada. Quero paz! Quero calma! Por que não agrado? Qual o problema nos meus atos? Não dá! Não aguento! Desisto!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Mais
E com o tempo as coisas foram mudando. Com o tempo, só com ele transformações mais que necessárias aconteceram. Hoje sinto o vazio, mas ele já está preenchido. Como pode? Ah queria saber! Mas não sei. Nunca sei! Minhas mudanças se tornaram tão próximas a minha bipolaridade, que hoje nem as percebo. Quando tudo já está encaminhado caio de cara na realidade. Enxergo com dor o que foi transformado. Não consigo evitar! Perco a cabeça, ajo sem pensar! Talvez seja muito agressiva, talvez seja muito inconsequente! Não sei! Só sei que não consigo mais permanecer assim. Que caia sobre mim responsabilidade nos meus atos, que caia sobre mim foco e coragem! Será que cairá? Ah como eu queria saber! Pense Iris, é o que eu me digo nos meus momentos de lucidez. Pense Iris, é o que eu me digo, mas não o que eu faço. Ajo com emoção demais! Não deveria ser assim, isso nunca me ajuda. Sempre se torna um obstáculo essa minha vontade de expressar tudo de uma vez. Ah como eu queria ser mais comedida! É isso que me falta, calma, paciência! Menos amor, mais razão. Menos imediatismo, mais consequência. Será que um dia vou conseguir? Ah queria saber!
domingo, 23 de maio de 2010
Cansei
Não sei, posso estar me iludindo, mas acho que finalmente encontrei meu equilíbrio. Cansei de entender as pessoas, de tentar fazer mais por elas do que por mim. Cansei de ver a vida e as oportunidades passarem sem que eu nada faça. Cansei de não correr atrás do que desejo. Cansei de ficar sempre me sentindo mal, procurando problemas e arrumando decepções. Cansei de ver na minha atitude o que espero dos outros. Cansei de buscar humanidade e honestidade nas minhas relações. Tudo meu será agora assim, sem contatos diretos, sem buscar afinidades. Tudo será espontâneo e livre de complicações. Cansei! Cansei inclusive de mentir, de me iludir e achar que eu vou conseguir fazer tudo isso, mas pelo menos ter isso como meta já me ajuda. Mesmo assim sei que vai além de mim. Sempre procurei problemas, sempre arrumei decepções, não será agora que eu vou mudar. Vou aceitar que talvez seja essa minha sina, quanto tudo estiver bem eu não estarei!
sábado, 22 de maio de 2010
Mais um dia como os outros
Mais um dia de angústia, de tormento, de medo. Medos esses que parecem sem explicação. Motivos esses banais. Vontades não realizadas, sentimentos não compartilhados. Tristeza pelo que fiz e pelo que deixei de fazer. Mais um dia assim, na dúvida, na dor. Mais um dia vendo a escuridão bem mais próxima que a luz. Mais um dia pensando. Pensamentos que se transferem para meus atos. Pensamentos esses, que não condizem muitas vezes com o que eu quero. Mais um dia se passou, sem decisões concretas, sem respostas, com dúvidas. Mais um dia como todos os outros. Sem felicidade, sem sentimentos bons, sentimentos esses disponíveis para todos, mas que eu não consigo alcançar. Mais um dia sem saber do amanhã, sem saber se eu quero ver o amanhã. Queria minha coragem para decidir sobre vê-lo ou não. Mas deixo, deixo que a situação me guie. Que o destino reserve algo melhor para o futuro. Não acredito nisso, mas me consola pensar assim. E continuo, como sempre.
Certo ou errado? Confuso ou simples? Não sei!
Eu só queria que as coisas para mim dessem certo, mas pelo visto é mais fácil que isso não ocorra. Quantas vontades, quantas expectativas não são correspondidas. Meu medo é que nunca sejam, e é provável que isso aconteça. Talvez tenha nascido pra isso, pra não ser correspondida, pra não entender. Queria que fosse mais fácil, queria poder gritar isso e sumir. Ah como eu queria sumir, para apagar minhas vergonhas, meus atos falhos. Mas não, tenho que conviver com eles e como dói aceitá-los. Nunca os aceito. Talvez não me aceite, talvez não aceite a minha situação. Não sei se quero aceitar.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Como eu queria
Talvez tenha esperado mais do que deveria. Normalmente é assim. Deixo me levar pelas circunstâncias e quando vejo não há mais nada a fazer. Como queria que certas expectativas fossem correspondidas. O que iria custar? A quem isso iria fazer mal? Como eu queria que as pessoas agissem com a mesma honestidade com que eu realizo meus atos, como eu queria que fosse mais simples, mais certo. Como eu queria que fizessem exatamente o que eu faria. Esse é o problema, baseio-me em mim e isso só prejudica minhas relações. Mas deixa estar, minhas expectativas, eu sei, não irão mudar.
sábado, 15 de maio de 2010
Como em um ciclo
Minha insegurança já me rendeu mais do que eu imaginei que poderia me render. Minha vida sempre foi assim, sem certezas, sem alterações. O que muda para mim não altera o cerne do meu problema, nunca alterou. Queria tirar de mim as dúvidas, os medos, encarar de cabeça erguida os problemas, mas não, me rebaixo, me contento quando algo não sai do jeito que eu queria, coloco o problema do mundo em mim. Talvez me ache forte, mas não sou, eu sei que não sou. Não consigo aguentar tudo isso. Minha vontade de sumir, de desaparecer nunca me foi tão necessária. Como eu queria apagar certas coisas, recomeçar outras. Mas meus recomeços sempre me levam aos mesmos erros. E assim como em um ciclo eu permaneço. Sempre voltando às mesmas complicações, e às mesmas inseguranças de sempre. Talvez eu não tenha solução.
sábado, 17 de abril de 2010
Nesse agora
Pra que a tristeza? Ela me faz mal, mesmo assim é ela que agora habita em mim, nos momentos em que eu nunca imaginei, e por motivos ainda mais inimagináveis. Conviver com ela dói, machuca, desgasta...
Acho que estou voltando ao meu estado inicial de desilusão e angústia, mas é certo que agora os motivos para isso são outros e muito provavelmente serão sempre novos. Mesmo assim, parece a mesma tristeza de antes, o mesmo medo e a mesma insegurança.
Ah como eu queria ser mais segura, dar passos e ter certeza do que tô fazendo. Mas não, permanecerei nesse misto de dúvidas e é provável que seja assim por muito tempo.
Acho que estou voltando ao meu estado inicial de desilusão e angústia, mas é certo que agora os motivos para isso são outros e muito provavelmente serão sempre novos. Mesmo assim, parece a mesma tristeza de antes, o mesmo medo e a mesma insegurança.
Ah como eu queria ser mais segura, dar passos e ter certeza do que tô fazendo. Mas não, permanecerei nesse misto de dúvidas e é provável que seja assim por muito tempo.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Ser passado ou futuro, nunca o presente
Pensei em ser alguém diferente. Mudar os passos, e tentar quem sabe ser melhor. Sempre quis recomeçar, mas nunca consegui. Talvez agora seja a hora. Mas por que agora? Logo agora que finalmente me sinto mais incluída. Talvez seja essa minha sina. Quando me sentir bem, ter que mudar. Vai ver, será assim pra sempre. Espero que pelo menos tenha mais tempo de aproveitar, o que descobri dessa vez tão lentamente. Mas provavelmente não. Não faz parte de mim a adaptação rápida e fácil, vou passar tempos e tempos me torturando com as diferenças e acreditando que o passado foi melhor. O passado sempre é melhor, não existe novidade e consequentemente não existe medo. O medo do desconhecido vira a felicidade ou o arrependimento, mas nunca mais o temor. Quem sabe não deveria viver do passado e finalmente admitir isso, talvez me traga a tranquilidade que sempre almejei.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Alterações
Ás vezes penso e paro, observo e passo. Talvez fosse melhor jogar palavras ao vento, esquecer de critérios e motivações. Pensar em novas possibilidades, sair da rotina. Quem sabe não seria essa minha salvação. Quem sabe assim, eu resolveria tantas pendências, aflições. Como queria passar pela vida, simplesmente deixa-lá me guiar. Mas não, impondo-me, altero, modifico, nem sempre pro bem, normalmente prejudico, mas é assim, sem solução.
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