sábado, 31 de julho de 2010
Falta do que?
Não sei ao certo do que sinto falta. Talvez não seja de nada. Pergunto-me sempre se o que eu sinto faltar, não é na verdade algo que nunca tive, e às vezes isso me parece plausível. Não sei bem como resolver, apenas sinto, e sinto muito. Acho que sou muito vulnerável, alguém a espera. Queria na verdade alterar isso, modificar, inverter. Não tenho conseguido êxito nessa situação. E ela permanece como uma doença crônica, às vezes despercebida, mas sempre presente.
sábado, 10 de julho de 2010
Sem
Minha ausência não deu resultado. Eu tenho expectativas, e muitas. Infelizmente. Queria não esperar nada de ninguém, nunca iria me decepcionar. Mas nem tudo o que quero acontece. Já esperei tanto de tanta gente, e não vê o resultado me tortura, e muito. Sempre me iludo, e é sempre, facilmente. Sou maleável demais. Sou enganada e nem percebo, viro um simples souvenir, uma lembrança, uma decoração. Ah queria eu ser um souvenir, acho que nem isso sou. Sou uma mera passagem, sem marcas, e isso dói. Principalmente por saber que é assim.
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