segunda-feira, 28 de junho de 2010
Ausente
Ficarei ausente, estou ausente, sou ausente. Serei comedida, analisarei. Chega de impulsividade. Chega de impaciência. Tenho como me controlar, aprendi. Mas a ausência será importante nesse período, vou precisar dela pra ter um tempo. O tempo que eu quis. Quero descansar, não ter problemas imediatos para resolver. Quero me ocupar. Ter a mente cheia e não de preocupações. Terei! Farei! Na ausência posso ser mais notada que na presença, quem sabe? Ainda tenho essa dúvida em meu favor.
domingo, 27 de junho de 2010
Um tempo
Vi o escuro. O medo se fez presente. Observei além do que queria. Vi e senti! Deixei de entender. Passei de fase. Entrei em colapso. Superei? Não! Não vou? Vou sim! Não agora? Agora sim! Enxergar além do que quero ver. Um tempo pra mim! É disso que preciso. Não vagar, ir em vão, em busca do desnecessário. Não é preciso. Um tempo. Um tempo terei agora. Um tempo buscarei e ele será meu. Meu individualismo em uma única questão.
sábado, 26 de junho de 2010
É caminho sem volta
Vi o que não queria ver. Senti algo muito mais doloroso apenas com a visão. Tudo me afetou. Tudo me transformou. Não sou mais a mesma. Cansei disso tudo! Cansei de agir sempre da mesma forma, observar que havia falhas mas mesmo assim insistir. Posso ter cometido erros, afinal quem não os comete? Mas seria necessário? Algo me dói mais do que apenas ver o que vi. Aquilo me mostrou o que eu não queria enxergar. É caminho sem volta, não tenho pra onde correr! Tentei evitar, sabia o que acontecia, mas não levava a sério, agora não tem saída. Fui obrigada a ver e vi! Deixa estar, terei que me fortalecer, é isso que me resta!
domingo, 20 de junho de 2010
Outros
Agradar... Nasci pra isso, mas não consigo! Pra onde olho vejo a felicidade, vejo o agrado recíproco. Queria que fosse assim, mas não é. Vejo-me só, isolada. Vejo-me querendo, mas sem ninguém pra querer por mim. Querer... Eu quero! Não basta! Não é necessário só um, pra tudo, tudo é em par. Cadê o meu par? Não encontro! Decepciono-me! Vejo que as vezes nem queria além disso, pouco me bastaria, mas não tenho, não encontro, não vejo, ou não enxergo? Que diferença faz? Nenhuma! Não nasci pra isso, fui enganada. Sofro é o que faço de melhor. Carrego o mundo nas minhas costas e como queria que não fosse assim. Queria me livrar do peso, mas não consigo, não dá! Quero descanso. Talvez atrapalhe mais do que só a mim. Quero descanso para os outros!
sábado, 19 de junho de 2010
Desisto
Tortura-me ver o caminho que minha vida leva. Dói-me as cobranças desnecessárias, o cansaço total. Falta-me força! Pra tudo, até pra acabar com o meu sofrimento. Sei o que fazer, mas não consigo, não posso! Estou presa aqui! Nesse mar de gente que me quer mal, nesse mar de gente que por mais que eu conviva eu menos entendo. Pra que causar sofrimento em quem não pode reagir? Eu não posso reagir! Estou enclausurada. Quero paz! Quero calma! Por que não agrado? Qual o problema nos meus atos? Não dá! Não aguento! Desisto!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Mais
E com o tempo as coisas foram mudando. Com o tempo, só com ele transformações mais que necessárias aconteceram. Hoje sinto o vazio, mas ele já está preenchido. Como pode? Ah queria saber! Mas não sei. Nunca sei! Minhas mudanças se tornaram tão próximas a minha bipolaridade, que hoje nem as percebo. Quando tudo já está encaminhado caio de cara na realidade. Enxergo com dor o que foi transformado. Não consigo evitar! Perco a cabeça, ajo sem pensar! Talvez seja muito agressiva, talvez seja muito inconsequente! Não sei! Só sei que não consigo mais permanecer assim. Que caia sobre mim responsabilidade nos meus atos, que caia sobre mim foco e coragem! Será que cairá? Ah como eu queria saber! Pense Iris, é o que eu me digo nos meus momentos de lucidez. Pense Iris, é o que eu me digo, mas não o que eu faço. Ajo com emoção demais! Não deveria ser assim, isso nunca me ajuda. Sempre se torna um obstáculo essa minha vontade de expressar tudo de uma vez. Ah como eu queria ser mais comedida! É isso que me falta, calma, paciência! Menos amor, mais razão. Menos imediatismo, mais consequência. Será que um dia vou conseguir? Ah queria saber!
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