Recomeçar, sem querer. Parar e seguir em frente. Que sina, que saga. Toda vez o mesmo é repetido. Que dúvida, que erro. O sempre exposto. Mudança. Mudar. Quando muda não é para melhor e normalmente desencadeia toda uma gama de maus momentos. Realidade. Dura, fria. A doçura de alguns momentos, instantes de felicidade, cumplicidade. Tudo perdido. Volta ao zero. Escala zero. Nem sempre mudar é ruim, mas está sendo ruim mudar sem querer. "O que eu quero não tenho, o que eu tenho não quero ter, não posso ter o que eu quero..."
Já dizia Renato, faço minha as palavras dele.
sei lá
sábado, 12 de março de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O de sempre
Quando tudo parecia bem, enxergo a realidade. As mudanças me torturam e saber que vai mudar antes de simplesmente acontecer parece pior. Sabia desde o início quando e como seria o fim. Mas o final chegou antes do que eu imaginava. E o pior é que não tenho a comprovação, a confirmação. Parece especulação, mas não é. Sei com o que estou lidando e sendo assim, sei que nada vai permanecer da forma que estava, sei que nada ficará como antes. O fim previsto eu aceitaria, talvez não de bom grado, mas esse... Ah, esse é muito pior. Que falhas tenho eu para que sempre seja assim? Quão difícil é lidar comigo para que as coisas sejam dessa forma? Saio machucada, esse é meu forte. Isso independente de quem ou quando acontece. Para que insistir então? Não sei! Propago erros e o pior sempre acabo nos mesmos. Decepção, essa é a minha palavra para o momento, mas essa decepção não se aplica ao outro, mas a mim. Sempre a mim!
sábado, 6 de novembro de 2010
Querer
Estou tão perdida que não vejo soluções. Estou cercada. Vejo-me obrigada a fazer o que não desejo! Tenho ânsia de modificar o que já fiz. Sinto-me perdida e completamente. O que fazer? A quem recorrer? Quero paz e tranquilidade. Quero ser o que eu era. Sinto falta de mim. Sinto falta de quem eu fui. Sinto minha vida sendo guiada não por mim. Quero sair daqui. Desaparecer. Queria conseguir... Mas tudo está tão difícil. Meus problemas são multiplicados todos os dias. Queria ter, ser diferente do que sou hoje. Não sei o que fazer. Queria ter ajuda, não tenho. O que escrevo não me auxilia, aqui o que escrevo são palavras em vão, sem sentido... Quero objetividade, quero que me levem e me tirem. Quero sair.
domingo, 10 de outubro de 2010
Guardado
Contradição. Como eu sou contraditória. Digo "estou em paz" nem um mês depois, digo "ainda não alcancei a paz que gostaria". Que indecisão é essa? Nem meus sentimentos eu consigo decifrar. Será que até aqui me sinto presa e acabo não expondo o que gostaria? Será que até aqui eu tenho receio de abrir minha mente e expor minhas emoções? Tenho medo. E isso me atrapalha me impõe limitações. Não sei lidar com nada disso. Com nada do que eu estou passando. Atrapalho-me quando as situações são novas e não sei o que fazer. O que eu faço agora? Queria poder ME responder. Acho que nunca poderei.
Sem saber
Juro que não entendo, gostaria muito, mas não consigo. Observo-me presa, restrita. Preocupo-me com tanta coisa que parece que eu não sou esse mar de confusão, talvez por isso, por eu fingir que eu me entendo. Mas quando estou só e tenho tempo pra pensar... Ah, as coisas mudam. Pego-me imaginando impossibilidades, relembrando erros e repassando-os na minha mente e o pior, coisas que eu jurava já ter resolvido, superado, tudo volta. Tenho agora raiva do ócio, raiva não, pavor. Pavor do que ele possa me fazer pensar. Prefiro permanecer na agonia, na aflição de pouco tempo e muita coisa. Penso menos sobre mim e é melhor. Muito melhor. Até juntar teorias antagônicas tento pra me entender. Pego-me pensando em existencialismo e marxismo JUNTOS. E agora? Será que nunca poderei ter paz e ócio? Será que por toda eternidade serei ameaçada pela possibilidade do "tempo livre"? Isso prova que em paz eu não estou. Gostaria de estar, mas ainda não alcancei. Nem sei se vai demorar pra chegar lá. Tenho medo de pensar nisso. Como tenho medo de pensar em tantas coisas relacionadas a mim e ao que eu quero ao que eu sinto. Tenho medo de admitir minhas fraquezas e para isso criei o blog. Despejar tudo o que eu sinto toda essa "doideira" reprimida que eu faço questão de não demonstrar. Pelo menos tenho um lugar pra desembocá-la. Pior seria se não tivesse...
sábado, 2 de outubro de 2010
Em vão se foi
E tudo o que restou foi pó, e como pó em vão se foi. Sinto uma mescla tão grande de sentimentos e emoções que não consigo exprimir de forma concreta o que passo. Sinto o alívio de não ver a necessidade incontrolável do que não tenho. Compreendo-me hoje como mais em paz. Mas ao mesmo tempo é como se carregasse um peso maior do que o que consigo, e o cansaço reina e aqui se mantém. Minha paz é eternamente ameaçada por mim mesma e para controlar isso, não tenho mais força. Tento. Tento tanto. Queria, mas não alcanço. O que isso significa? Nem eu sei. Nem sei se em algum dia saberei. Sou para mim mesma uma incógnita e como tal não consigo decifrar-me.
domingo, 8 de agosto de 2010
Comigo
Mudei. Talvez muito, mais que o suficiente, quem sabe. Fiz escolhas, tomei decisões. Vejo que hoje me entendo mais. Minha busca por mim foi feita e talvez esteja perto do fim. Extremista ao extremo, acho que é o principal. Tenho medo até que isso me torne verdadeiramente bipolar. Minhas emoções são sem freios, conseqüentemente, sem limites. Ser forte ou não, é questão de momento. Tento trabalhar a consequência dos meus atos, nem sempre consigo. Mas acho que hoje estou em paz, comigo. Já é um começo.
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