domingo, 10 de outubro de 2010

Guardado

Contradição. Como eu sou contraditória. Digo "estou em paz" nem um mês depois, digo "ainda não alcancei a paz que gostaria". Que indecisão é essa? Nem meus sentimentos eu consigo decifrar. Será que até aqui me sinto presa e acabo não expondo o que gostaria? Será que até aqui eu tenho receio de abrir minha mente e expor minhas emoções? Tenho medo. E isso me atrapalha me impõe limitações. Não sei lidar com nada disso. Com nada do que eu estou passando. Atrapalho-me quando as situações são novas e não sei o que fazer. O que eu faço agora? Queria poder ME responder. Acho que nunca poderei.

Sem saber

Juro que não entendo, gostaria muito, mas não consigo. Observo-me presa, restrita. Preocupo-me com tanta coisa que parece que eu não sou esse mar de confusão, talvez por isso, por eu fingir que eu me entendo. Mas quando estou só e tenho tempo pra pensar... Ah, as coisas mudam. Pego-me imaginando impossibilidades, relembrando erros e repassando-os na minha mente e o pior, coisas que eu jurava já ter resolvido, superado, tudo volta. Tenho agora raiva do ócio, raiva não, pavor. Pavor do que ele possa me fazer pensar. Prefiro permanecer na agonia, na aflição de pouco tempo e muita coisa. Penso menos sobre mim e é melhor. Muito melhor. Até juntar teorias antagônicas tento pra me entender. Pego-me pensando em existencialismo e marxismo JUNTOS. E agora? Será que nunca poderei ter paz e ócio? Será que por toda eternidade serei ameaçada pela possibilidade do "tempo livre"? Isso prova que em paz eu não estou. Gostaria de estar, mas ainda não alcancei. Nem sei se vai demorar pra chegar lá. Tenho medo de pensar nisso. Como tenho medo de pensar em tantas coisas relacionadas a mim e ao que eu quero ao que eu sinto. Tenho medo de admitir minhas fraquezas e para isso criei o blog. Despejar tudo o que eu sinto toda essa "doideira" reprimida que eu faço questão de não demonstrar. Pelo menos tenho um lugar pra desembocá-la. Pior seria se não tivesse...

sábado, 2 de outubro de 2010

Em vão se foi

E tudo o que restou foi pó, e como pó em vão se foi. Sinto uma mescla tão grande de sentimentos e emoções que não consigo exprimir de forma concreta o que passo. Sinto o alívio de não ver a necessidade incontrolável do que não tenho. Compreendo-me hoje como mais em paz. Mas ao mesmo tempo é como se carregasse um peso maior do que o que consigo, e o cansaço reina e aqui se mantém. Minha paz é eternamente ameaçada por mim mesma e para controlar isso, não tenho mais força. Tento. Tento tanto. Queria, mas não alcanço. O que isso significa? Nem eu sei. Nem sei se em algum dia saberei. Sou para mim mesma uma incógnita e como tal não consigo decifrar-me.