quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como

Como é ruim não ter ideia das razões pra certas atitudes. Pessoas que deixam de falar, pessoas que parecem esquecer.
Como seria bom entender os outros e assim ver as razões dos seus atos. Como alguém pode sentir prazer em simplesmente machucar quem já está mal? Como alguém pode gostar de ver a tristeza dos outros?
Como eu queria entender o motivo pra algumas coisas. Bem, a única coisa que sei é que estou sozinha num mar tão cheio de pessoas.
Como seria bom saber se o caminho escolhido é o certo. Não é arrependimento pelo que fiz. Nunca iria não fazer. O que eu faço reflete quem eu sou, minhas buscas e vontades. Mas como seria bom saber se o que estou fazendo vai me levar aonde quero chegar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

IPS

Como as coisas mudam com o tempo. As pessoas, os sentimentos, os passos, os caminhos. Pensei por muito tempo em me impor limites e trilhas, colocar minha vida dependente estritamente do destino nunca me pareceu boa escolha. Minha ilusão de comandar meus passos ruiu.
E como dói perceber que você apenas segue, apenas é levado. Como eu queria decidir, resolver, confirmar.

Como dói não ter onde se esconder. Quem sabe um sorriso, ou um olhar? É o que eu uso. Mas mesmo assim não serve mais. Não posso mais demonstrar felicidade sem ser feliz. Não consigo.
Minha hipocrisia acabou. Bem, ela não pode acabar, afinal, quem quer saber dos outros? Esse tempo já passou.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quem sabe...

Ser trocada, ser enganada, não ter para onde ir, nem em quem confiar.
De que me adianta ser cercada de pessoas, se elas não sentem minha falta, não percebem meus sentimentos, nem demonstram nada mais do que um simples carinho superficial?
Como eu queria sair daqui, sumir, talvez quem sabe morrer. Pode parecer drástico demais, mas não queiram entender.
Sofrer muito não serve pra mim. Se bem que me imponho sofrimentos, coisas que não queria sentir. E como é ruim, como é perverso.
Morrer, solução? Quem sabe...
Queria ter respostas. Saber se ia ser melhor, se ia me fazer sentir bem, quem sabe até me sentir viva.
Viva? Após morrer? Quem sabe... O que eu sei é que agora eu estou muito mais morta do que em paz.

domingo, 14 de junho de 2009

Coragem? Covardia?

Percorrer destinos. Cruzar caminhos, mostrar sentidos. Sentir dor, frio, ódio e amor. Ser humano é complexo demais pra mim. É real demais, é triste demais.
Ter medo, receios, não poder voltar atrás. Seguir trilhas e caminhos que não fomos nós que escolhemos. Até pra desistir é preciso coragem, força, humanidade!
Quantas vezes não pensei em desistir, quantas vezes não me desiludi tanto que achei melhor deixar pra lá, parar por ali. Talvez tivesse sido melhor se eu tivesse tido coragem suficiente para isso. Talvez tivesse sido mais prático e calmo o meu destino depois disso. Mas nunca consegui! Algo me prende aqui, mas o que pode ser?
Meu caminho? Minha trilha? Não, muito espiritual. É falta. Falta de coragem, falta de força, falta de decisão e certeza.
Como tudo isso pode me falta se eu nunca tive? Como posso imaginar-me com todas essas características se eu nunca as tive?
Covarde, talvez essa palavra resuma a minha humanidade.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ir

Acordei com um barulho. Algo alto e sonoro demais pra me deixar voltar a dormir. Levantei-me, não era nada. Voltei a dormir e mais uma vez fui acordada. O que seria aquilo? Alguém brincava comigo?
Percebi que era eu. Algo em mim agora fazia um barulho estritamente alto. Um barulho ensurdecedor. Queria me livrar daquilo, daquele incomodo. Mas saber que vinha de mim, não significava que eu sabia como fazer aquilo passar.
E o barulho não ia embora, não me deixava.
Aquele som passou a ser uma dor, latente, forte, chata, que não ia embora. Algo que me apertava contra a cama e que não parava.
Como eu queria fazer passar. Como eu queria deixar ir. Talvez até voltar atrás. Refazer alguma coisa, algo que tivesse me deixado assim. Mas que não sabia o que tinha feito. O que poderia ter feito pra sentir aquilo? Fosse qualquer coisa, eu só queria que o desconforto fosse embora.
Não aguentava mais, mas ele não foi...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Eu não sei!

Se sentir só, não é um defeito, se sentir só é uma decisão. Pra se sentir só não precisa estar sozinho, pra se sentir só, basta não conseguir evitar esse sentimento. Em meio a tantos problemas no muno todo, se sentir só é o de menos. Em meio a tanta desgraça, e descrença, se sentir só é apenas uma condição. Em meio ao esquecimento, de todos, até o Deus, se sentir só é até uma coisa boa. Quem quer estar perto de alguém, quando essas pessoas estão mal? Ou quem quer estar perto de alguém quando essa pessoa está bem? Eu não? Eu não sei!
Sim, mas se sentir só. Posso me sentir só rodeada de pessoas, posso me sentir só quando estou sozinha, cada um vê sua solidão de uma forma. Talvez estejamos passando por um momento de solidão, aonde não devemos esperar nada de ninguém, bem isso é um "talvez". Talvez eu esteja errada, talvez tudo que esteja acontecendo foi algo premeditado. Talvez não estejamos sós. Talvez não fomos esquecidos. Bem mais isso é um "talvez".
O homem tem medo da solidão, o homem tem medo do que não conhece. Todos nos sentimos mal, ao pensar em passar nossas velhices sós, talvez por isso, temos a idéia de ter filhos. De colocar seres inocentes nesse mundo, onde só podemos esperar coisas ruins, onde só podemos esperar tristezas. A solidão não prejudica só a nossa vida, mas também a vida das pessoas que dependem de nós. Será que ficar só é tão ruim assim? Talvez não. Talvez seja melhor do que pensamos. Talvez seja reconfortante. Mas quem quer testar? Eu não? Eu não sei!
Em meio à solidão, pensamos na felicidade. Será que ela existe? Existe alguém completamente feliz? Alguém que não se deixe abalar por nenhum problema? Será que alguém realmente e completamente feliz teria medo da solidão? Bem isso eu não sei mesmo! Felicidade para mim são momentos, instantes, não algo completo. E não só pra mim, não conheço ninguém completamente feliz! Sempre tem alguma coisa. Faz parte da natureza humana querer crescer. Querer melhorar. A felicidade nos impediria? Talvez não, mas se estamos satisfeitos com tudo, porque melhorar? E assim a pergunta melhora? Será que existe alguém que não queira mais nada da vida? Eu não? Eu não sei!
Ser triste é mais fácil que ser feliz. Temos mais motivos para sermos tristes. Temos mais chances de sermos tristes. A tristeza nos assola bem mais que a felicidade. E junto com a tristeza, existe o medo da solidão, a dúvida de que seremos sozinhos ou não. E ser só é ser triste? Talvez não. Talvez alguém goste da solidão. Eu não sei!