Ser trocada, ser enganada, não ter para onde ir, nem em quem confiar.
De que me adianta ser cercada de pessoas, se elas não sentem minha falta, não percebem meus sentimentos, nem demonstram nada mais do que um simples carinho superficial?
Como eu queria sair daqui, sumir, talvez quem sabe morrer. Pode parecer drástico demais, mas não queiram entender.
Sofrer muito não serve pra mim. Se bem que me imponho sofrimentos, coisas que não queria sentir. E como é ruim, como é perverso.
Morrer, solução? Quem sabe...
Queria ter respostas. Saber se ia ser melhor, se ia me fazer sentir bem, quem sabe até me sentir viva.
Viva? Após morrer? Quem sabe... O que eu sei é que agora eu estou muito mais morta do que em paz.
terça-feira, 16 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Coragem? Covardia?
Percorrer destinos. Cruzar caminhos, mostrar sentidos. Sentir dor, frio, ódio e amor. Ser humano é complexo demais pra mim. É real demais, é triste demais.
Ter medo, receios, não poder voltar atrás. Seguir trilhas e caminhos que não fomos nós que escolhemos. Até pra desistir é preciso coragem, força, humanidade!
Quantas vezes não pensei em desistir, quantas vezes não me desiludi tanto que achei melhor deixar pra lá, parar por ali. Talvez tivesse sido melhor se eu tivesse tido coragem suficiente para isso. Talvez tivesse sido mais prático e calmo o meu destino depois disso. Mas nunca consegui! Algo me prende aqui, mas o que pode ser?
Meu caminho? Minha trilha? Não, muito espiritual. É falta. Falta de coragem, falta de força, falta de decisão e certeza.
Como tudo isso pode me falta se eu nunca tive? Como posso imaginar-me com todas essas características se eu nunca as tive?
Covarde, talvez essa palavra resuma a minha humanidade.
Ter medo, receios, não poder voltar atrás. Seguir trilhas e caminhos que não fomos nós que escolhemos. Até pra desistir é preciso coragem, força, humanidade!
Quantas vezes não pensei em desistir, quantas vezes não me desiludi tanto que achei melhor deixar pra lá, parar por ali. Talvez tivesse sido melhor se eu tivesse tido coragem suficiente para isso. Talvez tivesse sido mais prático e calmo o meu destino depois disso. Mas nunca consegui! Algo me prende aqui, mas o que pode ser?
Meu caminho? Minha trilha? Não, muito espiritual. É falta. Falta de coragem, falta de força, falta de decisão e certeza.
Como tudo isso pode me falta se eu nunca tive? Como posso imaginar-me com todas essas características se eu nunca as tive?
Covarde, talvez essa palavra resuma a minha humanidade.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Ir
Acordei com um barulho. Algo alto e sonoro demais pra me deixar voltar a dormir. Levantei-me, não era nada. Voltei a dormir e mais uma vez fui acordada. O que seria aquilo? Alguém brincava comigo?
Percebi que era eu. Algo em mim agora fazia um barulho estritamente alto. Um barulho ensurdecedor. Queria me livrar daquilo, daquele incomodo. Mas saber que vinha de mim, não significava que eu sabia como fazer aquilo passar.
E o barulho não ia embora, não me deixava.
Aquele som passou a ser uma dor, latente, forte, chata, que não ia embora. Algo que me apertava contra a cama e que não parava.
Como eu queria fazer passar. Como eu queria deixar ir. Talvez até voltar atrás. Refazer alguma coisa, algo que tivesse me deixado assim. Mas que não sabia o que tinha feito. O que poderia ter feito pra sentir aquilo? Fosse qualquer coisa, eu só queria que o desconforto fosse embora.
Não aguentava mais, mas ele não foi...
Percebi que era eu. Algo em mim agora fazia um barulho estritamente alto. Um barulho ensurdecedor. Queria me livrar daquilo, daquele incomodo. Mas saber que vinha de mim, não significava que eu sabia como fazer aquilo passar.
E o barulho não ia embora, não me deixava.
Aquele som passou a ser uma dor, latente, forte, chata, que não ia embora. Algo que me apertava contra a cama e que não parava.
Como eu queria fazer passar. Como eu queria deixar ir. Talvez até voltar atrás. Refazer alguma coisa, algo que tivesse me deixado assim. Mas que não sabia o que tinha feito. O que poderia ter feito pra sentir aquilo? Fosse qualquer coisa, eu só queria que o desconforto fosse embora.
Não aguentava mais, mas ele não foi...
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